cabeza+ojo+corazón
11 novembro 2010
28 julho 2010
Antoine D'Agata
Since I began to photograph, my pictures imposed themselves to me as a diary. My practice is inseparable of my experiences. I can’t imagine doing it in an other way. I photograph what I live while I live it. I can’t take pictures if I am not the actor of the situations in which I intervene or provoke. This commitment is to me the unique and acceptable legitimacy of the photographic act. The other practices come under the photo-journalism or the voyeurism. The photography prevent the concomitant development of seeing the world and experimenting it.
27 julho 2010
Manuel de Barros
O FOTÓGRAFO
Manuel de Barros
Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada a minha aldeia estava morta.
Não se ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas.
Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro da manhã.
Ia o Silêncio pela rua carregando um bêbado.
Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.
Preparei minha máquina de novo.
Tinha um perfume de jasmim no beiral de um sobrado.
Fotografei o perfume.
Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.
Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa.
Fotografei o sobre.
Por fim, eu enxerguei a Nuvem de calça.
Representou pra mim que ela andava na aldeia de braços com Maiakovski - seu criador.
Fotografei a Nuvem de calça e o poeta.
Ninguém outro poeta no mundo faria roupa mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal.
Manuel de Barros
Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada a minha aldeia estava morta.
Não se ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas.
Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro da manhã.
Ia o Silêncio pela rua carregando um bêbado.
Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.
Preparei minha máquina de novo.
Tinha um perfume de jasmim no beiral de um sobrado.
Fotografei o perfume.
Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.
Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa.
Fotografei o sobre.
Por fim, eu enxerguei a Nuvem de calça.
Representou pra mim que ela andava na aldeia de braços com Maiakovski - seu criador.
Fotografei a Nuvem de calça e o poeta.
Ninguém outro poeta no mundo faria roupa mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal.
24 julho 2010
charlotte cotton: photography as contemporary art: if this is art
charlotte cotton: photography as contemporary art:
chapter 1: if this is art: strategy or happening orchestrated by the photographer for the purpose of creating an image. Directing an event specially for the camera. The act of the artistic creation begins before the camera is held in position, starting with the planing of the ideas.
examples: philip-lorca dicorcia, sophie calle, tatsumi orimoto, helen van meene.
chapter 1: if this is art: strategy or happening orchestrated by the photographer for the purpose of creating an image. Directing an event specially for the camera. The act of the artistic creation begins before the camera is held in position, starting with the planing of the ideas.
examples: philip-lorca dicorcia, sophie calle, tatsumi orimoto, helen van meene.
23 julho 2010
21 julho 2010
19 julho 2010
17 julho 2010
13 julho 2010
Ross Mantle
12 julho 2010
Stephen Shore
10 julho 2010
William Eggleston








- well, what am I gonna photograph? evevything around here is so ugly.
- photograph ugly stuff.
trailer do filme "Wiiliam Eggleston Photographer"
09 julho 2010
Antonin Kratochvil
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